09 de agosto, 2004 - 23h51 GMT (20h51 Brasília)
O Sudão rejeitou propostas da União Africana (UA) de enviar mais de 2 mil soldados para manter a paz na zona de conflito sudanesa de Darfur.
"A segurança de Darfur é de responsabilidade apenas do Sudão", disse o ministro das Relações Exteriores, Mustafa Ismail.
Seus comentários foram feitos antes de uma reunião da UA para discutir reforços para a missão observadora de 300 pessoas enviada à região.
Alvo de ataques de milícias árabes apoiadas pelo governo (os Janjaweed), mais de 1 milhão de pessoas deixaram suas casas e se abrigam em campos de refugiados no país e no vizinho Chade.
O Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução exigindo que o Sudão desarmasse essas milícias em 30 dias. Os sudaneses advertem que não serão capazes de realizar a tarefa até o fim de agosto.
A situação em Darfur é descrita como a pior crise humanitária do mundo na atualidade.
O governo sudanês é acusado de ter armado os Janjaweed e os auxiliado a expulsar civis de suas casas com bombardeios aéreos.
Além disso, funcionários da ONU em Darfur afirmam que autoridades ligadas ao governo fazem campanha de intimidação para obrigar as pessoas a voltar às suas casas contra a sua vontade.