02 de agosto, 2004 - 16h23 GMT (13h23 Brasília)
O preço do petróleo bateu novo recorde nesta segunda-feira, impulsionado pelo alerta feito pelo governo americano de que a Al-Qaeda pode estar preparando ataques contra instituições financeiras internacionais.
O barril de petróleo cru americano chegou a US$ 43,92 nos mercados asiáticos, quebrando um recorde atingido no final da semana passada.
Essa cotação quebrou um recorde que já durava 21 anos, mas o preço do barril acabou se acomodando mais tarde por volta de US$ 43,35.
Já o índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, caiu 0,18%. A queda no índice Standard & Poor's foi pouco maior, de 0,3%.
Insegurança
A maior queda foi registrada no Nasdaq, que registra os negócios na área de tecnologia, que teve baixa de 0,9%.
O clima de insegurança no mercado americano foi agravado por um relatório que apontou uma queda no setor de construção civil – a primeira em 16 meses.
Em Londres, o preço do petróleo cru caiu em relação a sexta-feira, quando igualou o pico histórico atingido na Guerra do Golfo.
Os temores de que o preço do petróleo continue subindo e também sobre os efeitos de um possível ataque terrorista causaram estrago nos mercados asiáticos.
O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, fechou em baixa de 0,9%, enquanto o Kospi, da Bolsa de Seul, recuou 2%.
O índice FTSE 100, em Londres, também abriu em queda.
Nervosismo
Na sexta-feira, o preço do barril de petróleo fechou em US$ 43,85 em Nova York, nível mais alto em 21 anos.
Em Londres, a preço do barril do tipo Brent atingiu US$ 40,05, o valor mais elevado em 14 anos.
Antes mesmo dos alertas feitos pelo governo americano sobre possíveis ataques terroristas contra órgãos como o FMI, o Banco Mundial e a Bolsa de Nova York, o mercado já estava sob pressão devido a fatores como o aumento da demanda por petróleo causado pela recuperação da economia americana e o desenvolvimento econômico da China.
A situação no Iraque, onde o setor petroleiro tem sido alvo de sabotagens, e a crise envolvendo a Yukos, gigante do setor da Rússia, também colaboram para a instabilidade observada nos últimos dias.