01 de agosto, 2004 - 03h47 GMT (00h47 Brasília)
O Republicano George W. Bush e seu rival nas eleições presidenciais de novembro, o Democrata John Kerry, vêm fazendo suas campanhas no coração industrial dos Estados Unidos.
Os dois passaram o sábado nos importantes Estados de Ohio e Pensilvânia e mostraram, em seus discursos, que discordam sobre a situação econômica do país.
Bush afirmou que a economia anda forte e se fortalecendo ainda mais, o que foi rechaçado por Kerry.
Ohio é considerado um Estado decisivo para a corrida presidencial já que nenhum candidato Republicano já chegou à Casa Branca sem ter vencido por lá.
A campanha eleitoral entrou em uma nova fase após Kerry ter assegurado a nomeação na convenção do Partido Democrata, semana passada.
Bush
No comício de Canton, em Ohio, Bush reconheceu que o desempenho do Estado é pior do que o do resto do país.
“Eu sei que lugares como Ohio ficaram para trás”, disse ele.
Antes o comício, ele se encontrou com empregados da maior companhia produtora de tubos de aço do mundo, a Timken. A empresa declarou em maio que o emprego de 1.300 de seus funcionários está em risco.
“Viajei em um ônibus com trabalhadores que disseram estar preocupados com o futuro”, disse Bush.
“Eu também estou preocupado, logo, é precisamos ter um presidente que entenda isso para manter os empregos no país.”
Kerry
Kerry, que espera que a publicidade dos últimos dias vai lhe gerar dividendos junto ao eleitorado, também fez campanha em Estados importantes e criticou a política econômica de Bush.
“O presidente diz que a América já se recuperou, se referindo à economia”, disse Kerry na Pensilvânia.
“Eu lhe pergunto: se você é um dos 44 milhões de americanos sem assistência médica ou perspectiva de poder pagar por uma, você está se recuperando?”
Seus simpatizantes responderam em uníssono: “Não!”.
Kerry também acusa o presidente americano de não fazer valer existentes acordos comerciais que protegeriam os empregos de migrarem para o exterior e não adotar políticas que criariam postos mais remunerados.