24 de julho, 2004 - 21h00 GMT (18h00 Brasília)
Dois motoristas e um outro funcionário compareceram a um tribunal na Turquia, acusados de conexão com o acidente de trem que deixou 37 mortos na quinta-feira.
Uma estação de TV turca disse que os homens foram acusados de negligência.
O descarrilamento do trem de alta velocidade aconteceu perto da cidade de Pamukova, entre Istambul e Ankara.
O ministro dos Transportes da Turquia, Binali Yildirim, disse que o trem havia ultrapassado a velocidade limite de 80 km/h para aquele trecho e estava seguindo a 118 km/h hora.
Um advogado dos funcionários disse, no entanto que eles haviam recebido instrução para dirigir ainda mais rápido, a 130 km/h, segundo a agência de notícias Anatolia.
O sindicato dos ferroviários disse que o trem estava operando em trilhos com padrões abaixo do ideal.
Condições inadequadas
O sindicato e a imprensa turca acusam o governo de tentar esconder o problema, dizendo que os trilhos eram velhos e não estavam em condições adequadas.
"Eles estão acusando os funcionários, dizendo que a alta velocidade não era permitida naquele trecho", disse Yavuz Zegerek, presidente do sindicato Hur Anadolu.
Ele afirmou, no entanto, que "não é possível chegar ao destino em cinco horas sem virar as regras atuais do avesso".
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, se encontrou com autoridades do setor de transportes na sexta-feira à noite para falar sobre o acidente.
Mais tarde, ele negou que demissões de alto nível seriam realizadas.
Um departamento do governo havia dito inicialmente que o número de mortos no acidente era de 139, mas os dados foram depois revistos.