23 de julho, 2004 - 02h27 GMT (23h27 Brasília)
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, anunciou nesta quinta-feira que o novo enviado da organização ao Iraque, Ashraf Jehangir Qazi, vai assumir seu posto em Bagdá no mês que vem.
Qazi – que irá substituir o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, morto em agosto passado em um atentado na capital iraquiana – irá levar ao Iraque uma pequena equipe, que ficará encarregada de restabelecer, junto com ele, a missão da ONU no país.
Manifestando sua preocupação com o risco que correm os funcionários das Nações Unidas no Iraque, Annan salientou que não irá enviar mais pessoas ao país até que uma força de segurança seja destacada para protegê-los.
O primeiro-ministro interino do Iraque, Iyad Allawi, disse que gostaria que outros países árabes e islâmicos colaborassem com soldados para essa força, e pediu ajuda ao Egito – cujas autoridades ainda não deram uma resposta.
Quênia
Ainda nesta quinta-feira, o governo do Quênia pediu a todos os seus cidadãos que estão no Iraque que deixem o país.
O pedido ocorreu depois que três motoristas de caminhão quenianos, junto com cidadãos da Índia e do Egito, foram tomados como reféns por um grupo militante no país.
Os três quenianos e outros quatro reféns aparecem em um vídeo divulgado pelos militantes, que ameaçam decapitar um refém a cada 72 horas a partir do sábado se a empresa para a qual eles trabalham não deixe de operar no país.
Em outro desdobramento, a cabeça decapitada e o corpo de um homem, que se acredita que não é um iraquiano, foram encontrados no Rio Tigre, no norte do Iraque.
Ainda não se sabe ao certo a identidade do morto.
Autoridades da Bulgária confirmaram anteriormente que outro cadáver decapitado que havia sido encontrado mais cedo pertence a um motorista de caminhão bulgaro que havia sido feito refém no país.
Uma porta-voz do Ministério do Exterior búlgaro disse que as impressões digitais confirmaram que o corpo é do motorista Georgi Lazov.