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23 de julho, 2004 - 19h52 GMT (16h52 Brasília)

Combate ao ciberterrorismo nos EUA é falho, diz relatório

Um relatório do Departamento de Segurança Doméstica (DSD) dos Estados Unidos criticou o combate aos cibercrimes e ao terrorismo no país, apontando o ciberterrorismo como uma das cinco principais ameaças à segurança nacional.

O documento diz que faltam coordenação e comunicação à estratégia do departamento, além de detectar dificuldades no estabelecimento de prioridades.

O relatório interno afirma também que os Estados Unidos "ainda enfrentam uma série de desafios diante de ameaças e vulnerabilidades cibernéticas".

Em junho do ano passado, foi criada uma nova divisão no DSD dedicada exclusivamente ao combate aos crimes na internet, a Divisão de Cibersegurança.

Entre as tarefas da divisão estavam a identificação e eliminação de brechas nos sistemas de computador do governo, a reação a ataques de grandes dimensões e a incrementação da segurança dos sistemas críticos do país.

'Contornos sinistros'

No entanto, o relatório do inspetor-geral do DSD, Clark Kent Ervin, traça um quadro da segurança nacional de contornos sinistros.

Alguns dos comentários são positivos, em especial, a criação da agência de vigilância cibernética, US-Cert, e o estabelecimento de um sistema nacional de ciberalertas.

Espaço bem maior, entretanto, fio dedicado aos problemas detectados no departamento.

"Apesar do progresso, o DSD enfrenta desafios significantes no desenvolvimento e implementação de um um programa que proteja a nossa infraestrutura cibernética", diz o relatório.

Críticas

Outra crítica do inspetor-geral é endereçada ao fracasso no estabelecimento de prioridades, de estimar a magnitude do orçamento necessário e desenvolver um plano estratégico para atingir os seus objetivos.

Outras críticas têm como alvo a falta de comunicação e de liderança nas questões de cibersegurança.

"Essas questões têm que ser enfrentadas para reduzir o risco de que a infraestrutura vital do país possa ser vítima de ciberataques", diz o relatório.

"A interrupção generalizada de serviços essenciais depois de um ciberataque podem atrasar a notificação dos serviços de emergência, causar danos à economia e pôr a segurança pública em risco."