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23 de julho, 2004 - 02h01 GMT (23h01 Brasília)

Órgão regulador mantém proibição da caça à baleia

Os países-membros da Comissão Baleeira Internacional (CBI), reunidos na Itália, decidiram nesta quinta-feira estender a proibição à caça comercial das baleias.

A proibição, que foi estabelecida em 1986, vem sendo contestada por alguns dos países da organização, especialmente Japão, Noruega e Islândia.

Embora tenha mantido a proibição da caça, a comissão decidiu que irá iniciar discussões sobre um plano para o gerenciamento das populações de baleias, apoiado pelos países pró-caça.

A decisão não agradou grupos ambientalistas, que alegam que a adoção de novas regras equivaleria a acabar com a proibição da caça comercial.

Proposta

Os países favoráveis à retomada da caça comercial alegam que as populações de baleias já se recuperaram o suficiente depois de 18 anos protegidas, de forma que a caça poderia ser retomada.

A decisão da Comissão Baleeira Internacional ocorreu ao final de quatro dias de reunião em Sorrento, na Itália, que foram marcadas pela divisão entre os países a favor e contrários da volta da caça comercial.

Durante o encontro, os países pró-caça propuseram a adoção do plano de gerenciamento, que estabelece um período de cinco anos em que a caça comercial da baleia só seria permitida em águas costeiras, e a adoção de medidas para assegurar que as cotas de caça não seriam desrespeitadas.

A resolução final do encontro não prevê que o plano seja votado na reunião do ano que vem da CBI - mas apenas que o plano seja a base de discussões sobre o gerenciamento da pesca.

O Japão ameaçou durante a reunião se retirar da CBI caso novas regras para a caça à baleia não sejam adotadas até o ano que vem.