22 de julho, 2004 - 04h07 GMT (01h07 Brasília)
O governo da Colômbia divulgou uma estimativa de que os seqüestros no país representaram um prejuízo de cerca de US$ 260 milhões nos últimos oito anos.
A cifra é de um estudo do Departamento de Planejamento Nacional, segundo o qual, entre 1996 e 2003, uma média de 3 mil pessoas foram seqüestradas na Colômbia a cada ano.
Os pesquisadores calculam que o governo gastou US$ 110 milhões no combate aos criminosos responsáveis por esses crimes nesse período.
Para as famílias dos seqüestrados, o prejuízo coletivo alcançou US$ 150 milhões, incluindo o pagamento de resgates e a ausência de rendimentos do seqüestrado, como salários.
Farc e ELN
No período analisado, foram realizados mais de 21 mil seqüestros e pagos US$ 56,5 milhões em resgates, sendo que 70% deles foram para duas organizações rebeldes: as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o ELN (Exército de Libertação Nacional).
As forças de segurança colombianas acreditam que o seqüestro tenha representado a segunda maior fonte de divisas dos grupos guerrilheiros como as Farc e o ELN, logo depois do narcotráfico.
A Colômbia enfrenta há quatro décadas um conflito civil envolvendo os guerrilheiros de esquerda, paramilitares de direita e forças do governo, durante os quais cerca de 35 mil pessoas já morreram e dois milhões teriam sido obrigadas a deixar suas casas.
Em maio, o governo colombiano anunciou que o número de seqüestros registrados no primeiro trimestre deste ano foi o mais baixo em oito anos.
Foram registrados no período 317 crimes do tipo, contra 586 no mesmo período do ano anterior.