20 de julho, 2004 - 12h01 GMT (09h01 Brasília)
Os principais diários do Chile destacam a promessa do presidente americano, George W. Bush, de que as contas nos Estados Unidos do ex-presidente chileno Augusto Pinochet sofrerão uma "investigação total".
O jornal La Nación, de Santiago, afirma que a direita chilena defendeu a abertura de um inquérito relativo às contas de Pinochet devido à aproximação das eleições no país.
A defesa de um inquérito é uma aposta de risco para a direita chilena, diz o jornal. "A direita comprometeu seus votos para investigar o dinheiro do ex-líder nos Estados Unidos", afirma o La Nación.
O diário afirma que a estratégia da oposição de direita foi uma maneira de estabelecer uma distância entre eles e Pinochet. "A idéia é demonstrar que a oposição está disposta a dar sinais concretos de transparência", afirma o La Nación.
La Tercera, um outro diário de Santiago, afirma que as contas de Pinochet acabaram tendo mais espaço no encontro realizado nesta segunda em Washington entre Bush e o presidente chileno, Ricardo Lagos.
De acordo com o diário chileno, as relações bilaterais entre os dois países acabaram ficando em segundo plano durante a reunião entre os dois líderes.
Blair e as urnas
O diário britânico Guardian publica uma pesquisa de opinião relativa à popularidade do primeiro-ministro Tony Blair e à intenção de voto no premiê e no Partido Trabalhista.
Os resultados da pesquisa levam o jornal a dizer que, na véspera do 10º aniversário da posse de Blair como líder trabalhista, "os eleitores têm uma opinião predominantemente negativa do premiê, mas ainda o vêem como competente e experiente".
De acordo com a pesquisa, 55% das pessoas consultadas julgam que Blair mentiu a respeito do Iraque.
Um percentual de 56% das pessoas ouvidas neste mês acredita que a guerra no Iraque não teve justificativa e 31% dos consultados no mesmo período crê que Blair deve renunciar agora. Apenas 16% crê que ele deve renunciar antes da próxima eleição.
'Se curvando ao terror'
É esse o título de um editorial do jornal americano International Herald Tribune relativo à retirada de soldados do Iraque pelo governo das Filipinas.
"Os terroristas obtiveram uma vitória quando a presidente Gloria Arroyo, das Filipinas, decidiu acelerar a retirada de tropas de seu país para poupar a vida de um refém filipino", afirmou o jornal.
De acordo com o diário, a intenção de enviar tropas ao Iraque nunca foi uma medida popular nas Filipinas, mas a decisão da presidente "pode ter conseqüências desastrosas a longo prazo para seu governo".
"As Filipinas, afinal, enfrentam uma série de grupos terroristas em seu próprio território. Nunca é sensato que governos aceitem a chantagem de terroristas, mas é particularmente equivocado que o governo filipino o faça", acrescenta o jornal.