16 de julho, 2004 - 04h18 GMT (01h18 Brasília)
O governo das Filipinas anunciou que o comandante de suas tropas no Iraque vai deixar o país nesta sexta-feira, juntamente com dez outros militares filipinos.
Além disso, de acordo com a secretária do Exterior das Filipinas, Delia Albert, o resto do total de 51 militares filipinos que foram enviados no Iraque deve deixar o país “em breve”.
As medidas fazem parte de um esforço das autoridades do país para garantir a libertação de um filipino seqüestrado por militantes islâmicos, que ameaçam matá-lo.
Nesta quinta-feira, o refém filipino, Angelo de la Cruz, foi mostrado em um novo vídeo exibido pelo canal de TV árabe Al-Jazeera.
Prazo estendido
O vídeo foi interpretado como uma forma de os extremistas provarem que o refém ainda estava vivo, mas não há indícios quanto à data em que a gravação foi feita.
No início, o grupo que está mantendo Angelo prisioneiro havia exigido que as Filipinas retirassem suas forças militares do Iraque até o dia 20 de julho para evitar que o refém fosse executado.
Posteriormente, eles ampliaram o prazo para até o final do mês.
A decisão do governo filipino de deixar o Iraque gerou críticas de líder de países que têm soldados em território iraquiano.
Imunidade
O primeiro-ministro da Austrália, John Howard, disse que as Filipinas estavam cometendo um erro e que não ganhariam imunidade a ataques de extremistas ao ceder às exigências dos seqüestradores.
Por sua vez, o porta-voz da Casa Branca, Scott McLellan, havia dito antes que as Filipinas estão “dando um sinal errado aos terroristas”.
Ainda nesta quinta-feira, a polícia iraquiana encontrou um corpo sem cabeça, em roupa laranja, no rio Tigre, em Bagdá.
Acredita-se que o corpo possa pertencer a um refém búlgaro que foi decapitado nesta semana por extremistas no Iraque.