15 de julho, 2004 - 02h20 GMT (23h20 Brasília)
Uma empresa da Arábia Saudita que teve um de seus empregados seqüestrado por militantes extremistas islâmicos no Iraque disse que vai atender à exigência dos militantes e deixar de operar no país.
“Nós estamos preparados para sair do Iraque para salvar a vida do refém”, disse o presidente da empresa, Faisal Al-Neheit, ao canal de TV árabe Al-Jazeera.
“Nós pedimos (aos militantes) que o libertem imediatamente”, disse.
Os seqüestradores de Mohammed Gharabawi, que trabalha como motorista, teriam ameaçado matá-lo dentro das próximas 72 horas se suas exigências não fossem atendidas.
Resgate
O presidente da empresa na qual Gharabawi trabalha disse que os militantes pediram um resgate de US$ 1 milhão, mas que ele não aceitou pagar tal quantia.
No domingo, a empresa decidiu oferecer a eles US$ 15 mil pela libertação do funcionário.
Gharabawi, um cidadão egípcio, foi mostrado na semana passada em um vídeo exibido pela Al-Jazeera.
Ele apareceu ajoelhado em frente de dois militantes islâmicos, segurando seu passaporte e pedindo a outros motoristas que não fossem ao Iraque.
Nesta terça-feira, o governo da Bulgária confirmou que um motorista do país que havia sido seqüestrado no Iraque foi decapitado.
Os militantes que o mantinham prisioneiro ameaçam agora matar um outro búlgaro que têm sob seu controle.
Também nesta terça-feira, as Filipinas começaram a retirar suas tropas do Iraque, na esperança de que um cidadão do país, também ameaçado de morte, seja libertado por extremistas.