15 de julho, 2004 - 02h55 GMT (23h55 Brasília)
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta quarta-feira que vai continuar com seu esforço para tornar ilegal o casamento entre homossexuais no país.
A declaração foi feita depois que o Senado americano rejeitou uma tentativa de emenda à Constituição para proibir o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todos os Estados dos Estados Unidos.
A proposta não conseguiu os 60 votos de senadores necessários para avançar na tramitação no Congresso. Ela foi aprovada por 50 senadores e rejeitada por 48.
Em uma mensagem, o presidente disse que estava profundamente decepcionado com o que aconteceu com no Senado, mas descreveu o resultado da votação como um “obstáculo temporário”.
Futuro
O governo pode tentar aprovar novamente a emenda, mas é improvável que ela volte a tramitar no Congresso antes das eleições presidenciais de novembro.
O casamento entre pessoas do mesmo sexo ganhou destaque depois que Estados e cidades do país tomaram a iniciativa de legalizar a união.
"Eu digo que o futuro de nossa país está em xeque, porque o futuro do casamento está em xeque", disse o senador republicano Rick Santorum.
Mas o líder dos democratas no Senado, Tom Daschle, disse que não há "urgência" em fazer emendas à Constituição.
Os republicanos argumentam que foram forçados a fazer alguma coisa depois que a Suprema Corte de Massachusetts determinou que pessoas do mesmo sexo poderiam ser casadas legalmente e a cidade de San Francisco começou a emitir certidões de casamento para parceiros gays.
Atualmente, 38 Estados americanos proibiram o casamento homossexual, mas existem processos contra a decisão em Nebraska, Flórida, Nova Jersey e Oregon.
As decisões em cada Estado se tornariam irrelevantes se o casamento gay fosse proibido pela Constituição.