14 de julho, 2004 - 12h49 GMT (09h49 Brasília)
Israel já possui planos contingenciais em caso da morte do líder palestino Yasser Arafat, disse nesta quarta-feira a rádio pública israelense.
Entre as medidas previstas pelo governo do país nessa eventualidade estão evitar que ele seja enterrado em Jerusalém e fortes medidas para evitar que grupos militantes assumam o controle dos territórios palestinos.
O documento do Ministério das Relações Exteriores revela a preocupação das autoridades de que a morte de Arafat levasse as áreas palestinas na Cisjordânia e na Faixa de Gaza ao caos.
Uma ampla ação militar na Faixa de Gaza está prevista para o caso de organizações extremistas islâmicas como o Hamas tentarem preencher o vácuo de poder.
Monte do Templo
O documento propõe também que o líder palestino, de 75 anos, seja enterrado em Abu Dis, na periferia de Jerusalém, e não no Monte do Templo (conhecido com Al-Haram Al-Sharif em árabe), dentro da cidade velha de Jerusalém.
O relatório sugere também que Arafat seja enviado ao exterior caso fique gravemente doente, para que o governo israelense não possa ser culpado caso ele morra durante o cerco ao seu complexo residencial em Ramallah.
A rádio Israel levou ao ar também uma entrevista com o vice-primeiro-ministro, Ehud Olmert, que declarou que o país não tem intenções de causar danos à saúde de Arafat.
O líder palestino está fragilizado por uma série de doenças. Suas mãos e lábios tremem com frequência, o que provoca suspeitas de que sofreria do mal de Parkinson.
Ele nunca se pronunciou claramente sobre quem deve sucedê-lo na Presidência da Autoridade Palestina ou o que deve ser feito com o seu corpo após morto.