13 de julho, 2004 - 11h14 GMT (08h14 Brasília)
O senador Edwards é um homem bonito.
Não faz meu tipo, mas isto não tem importância. Ele faz o tipo dos editores e editoras da People, a revista semanal de maior circulação dos Estados Unidos.
Só na People , antes mesmo de ser vice-presidente do país, o senador ja ganhou dois concursos de beleza.
Ele foi eleito o político mais bonito do ano 2000 e, mais recente, um dos 50 homens mais atraentes do país.
Edwards também ganhou dos republicanos o apelido de “Garota Breck”, em uma referência a semelhanca dele com as modelos do shampu. O senador leva na esportiva, e num comício chegou a distribuir garrafas de Breck.
Vantagens da beleza
Desde a vitória de John Kennedy, até os mais sérios historiadores e analistas políticos nos Estados Unidos discutem as vantagens e riscos dos encantos físicos na política.
Muitos garantem que John Kennedy venceu o debate e a eleição contra Nixon porque era o candidato mais bonito.
Kennedy estava bronzeado, barbeado e bem maquiado e usava um terno azul que fazia contraste com o fundo cinza.
Nixon, abatido porque tinha acabado de sair do hospital, recusou a maquiagem, parecia mal barbeado, suava e usava um terno conservador da cor do cenário.
Na era da televisão, pecados mortais.
Feiúra sem chances
Pelos critérios de hoje, Lincoln, com aquela feiúra jamais teria sido eleito, e Jefferson não teria a menor chance num debate. Era gago.
Há quem culpe não a mídia, mas as mulheres pelas vitórias dos belos.
Elas votaram pela primeira vez em 1926 e elegeram Warren Harding, não só o mais bonito como mais escultural dos presidentes americanos.
Foi também o mais corrupto e incompetente.
Os republicanos estão empenhados em associar os encantos do senador Edwards à falta de experiência, mas a aflição maior dos adversários não é com o cabelo nem o sorriso da Garota Breck.
Estão com medo da lábia dela.