12 de julho, 2004 - 01h55 GMT (22h55 Brasília)
As eleições parlamentares japonesas deste domingo indicaram que o primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, e seu partido estão perdendo popularidade no país.
As projeções da mídia local indicam que o Partido Liberal Democrático (PLD) do premiê não cumpriu sua meta de conquistar 51 cadeiras nessas eleições - tida como modesta - e acabou com 49.
Antes das eleições, o partido tinha 50 dos 121 postos que foram disputados. A câmara alta tem 242 parlamentares e a cada três anos tem eleições para metade dos postos.
Embora a derrota do partido tenha sido marginal - de apenas um posto -, analistas políticos do país dizem que ela é significativa, pois o PLD domina a política japonesa há 50 anos e raramente enfrenta dificuldades eleitorais.
Além disso, o maior vitorioso nas eleições foi o Partido Democrático (PD), que pulou de 38 cadeiras para 50 cadeiras. A legenda roubou espaço, principalmente, de outros partidos de oposição com a plataforma mais radical contra o governo.
Isso indicaria que uma parcela importante da população está disposta a votar em uma opção claramente contrária ao atual governo.
Na prática, a coalizão comandada pelo PLD vai continuar a ter a maioria na câmara alta (que corresponde ao Senado no Brasil), assim como domina a câmara baixa.
Antes das eleições, falou-se que elas representavam um barômetro para a popularidade de Koizumi, e chegou-se a especular que, caso não atingisse a meta de 51 cadeiras, o premiê poderia renunciar.
O primeiro-ministro negou que tivesse essa intenção. No entanto, as eleições confirmaram que os ventos não estão favoráveis e que, possivelmente, Zoizumi terá ainda mais dificuldades para tocar adiante seus projetos políticos de reforma no Japão.