11 de julho, 2004 - 04h40 GMT (01h40 Brasília)
As eleições parlamentares que ocorrem neste domingo no Japão estão sendo vistas como um termômetro para a popularidade do primeiro-ministro do país, Junichiro Koizumi, e seu Partido Liberal Democrático (PLD).
As eleições definem a metade das 242 cadeiras da câmara alta do Parlamento (semelhante ao Senado no Brasil).
Os votos não vão definir a estrutura do governo nem ameaçam diretamente a posição política do premiê.
No entanto, para a maioria dos japoneses o resultado das eleições deve mostrar na prática como está a popularidade de Koizumi.
Em pesquisas recentes, o apoio ao primeiro-ministro caiu abaixo dos 40%, o pior resultado desde que ele assumiu o cargo, em 2001.
Koizumi conquistou o Japão com um estilo político inovador e com promessas de reformar o país e acabar com a corrupção.
Recentemente, porém, seu governo tem se envolvido em uma série de questões polêmicas e parte das opções do primeiro-ministro tem desagradado a opinião pública japonesa.
Um exemplo é a decisão de estender a permanência das tropas do Japão no Iraque sem consultar o Parlamento - o que foi visto como arrogante e autoritário pelo eleitorado.
Para os analistas políticos do país, o principal risco para Koizumi é perder o apoio de seu próprio partido.
Parte do PLD dá sustentação ao premiê porque ele deu uma cara nova ao partido e se mostrou um político capaz de ganhar votos e vencer eleições.
Um dos grandes riscos é que seus aliados políticos cheguem à conclusão que ele perdeu essa capacidade.