05 de julho, 2004 - 16h38 GMT (13h38 Brasília)
Um tribunal criado para julgar crimes de guerra em Serra Leoa deve começar a ouvir as primeiras acusações contra membros da Frente Revolucionária Unida (RUF, na sigla em inglês).
A RUF é acusada de assassinatos, estupros e seqüestros cometidos durante uma guerra civil que durou uma década e terminou em 2002.
Os três primeiros acusados, entre eles o último líder militar da RUF, Issa Sesay, se recusam a aceitar a legitimidade do tribunal.
Cerca de 50 mil pessoas foram mortas, e muitas outras foram mutiladas e estupradas durante o conflito.
Ao contrário do que ocorre em tribunais semelhantes criados para julgar crimes de guerra cometidos em Ruanda e na antiga Iugoslávia, o tribunal de Serra Leoa, que também tem o apoio da ONU, foi instalado no local onde os crimes ocorreram e se baseia em leis nacionais e internacionais.
O chefe de segurança interna da RUF, Augustine Gbao, e um importante comandante, Morris Kallon, também irão a julgamento.