04 de julho, 2004 - 18h24 GMT (15h24 Brasília)
Uma cerimônia neste domingo marcou o início das obras do edifício que vai substituir o World Trade Center (WTC), detruído nos atentados de 11 de setembro de 2001.
A pedra fundamental, um bloco de granito de 20 toneladas, foi colocada no local onde deve ser erguida a Freedom Tower, ou Torre da Liberdade, planejada para ser o maior edifício do mundo com 541 metros de altura, quando ficar pronta em 2009.
Sua altura (em pés, 1776) marca o ano data da independência dos Estados Unidos - e a cerimônia de inauguração das obras ocorreu no Dia da Independência americana.
O projeto original, desenhado pelo arquiteto Daniel Libeskind, foi fruto de brigas entre forças políticas e de mercado, e acabou passando por alterações polêmicas.
Simbolismo
O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, afirmou que não poderia haver uma data mais apropriada para a cerimônia.
''A liberdade nunca será derrotada'', disse o prefeito no local onde ficava o WTC.
O governador do estado, George Pataki, disse que a torre será uma resposta à Estátua da Liberdade e vai se transformar em ''um novo símbolo da força e confiança dos americanos''.
O projeto de Libeskind para a torre foi escolhido em julho de 2002 entre sete concorrentes de um concurso.
Mas o empreiteiro Larry Silverstein, dono da empresa empresa proprietária do WTC, reclamou que o projeto original de Libeskind não reservava espaço suficiente para escritórios.
Para complicar as coisas, uma decisão judicial acabou reduzindo a quantia prevista como pagamento de seguro pela destruição das Torres Gêmeas do WTC.
A quantia originalmente prevista deveria ajudar a cobrir os custos da construção da Torre da Liberdade.
Por causa desses fatores, aspectos mais arrojados do plano de Libeskind acabaram sendo simplificados.
Lawrence Pollard, analista da BBC, disse que o projeto original foi alterado em "uma clássica colisão de comércio, praticabilidade e visão".
Elogios
A Torre da Liberdade terá no topo uma estrutura em espiral que reflete a forma da Estátua da Liberdade.
Setenta andares serão apenas para escritórios. O 71º e o 72º andares terão restaurantes. E no 73º, haverá um terraço panorâmico.
Além desta estrutura, o projeto prevê a construção de outros prédios menores.
Todos eles criam um "vão" nos exatos locais onde ficavam as Torres Gêmeas e não permitem que exista sombra na área comum entre 8h46, quando o primeiro avião pilotado por suicidas atingiu um dos prédios, e 10h28, momento em que o segundo deles desmoronou.
Por sua quantidade de memoriais, o projeto foi o mais elogiado pelas famílias das vítimas dos atentados.