04 de julho, 2004 - 08h33 GMT (05h33 Brasília)
Está marcada para começar hoje, em Nova York, a construção do edifício que vai substituir o World Trade Center (WTC), destruído nos atentados de 11 de setembro de 2001.
A Freedom Tower, ou Torre da Liberdade, está planejada para ser o maior edifício do mundo, com 1776 pés (541 metros) de altura, quando estiver pronta em 2009.
Sua altura (em pés) marca o ano data da independência dos Estados Unidos - e a cerimônia de inauguração das obras vai estar sendo realizada no Dia da Independência americana.
O projeto original, desenhado pelo arquiteto Daniel Libeskind, foi fruto de brigas entre forças políticas e de mercado, e acabou passando por alterações polêmicas.
Custos
O projeto de Libeskind foi escolhido em julho de 2002 entre sete concorrentes de um concurso.
Mas o empreiteiro Larry Silverstein, dono da empresa empresa proprietária do WTC, reclamou que o projeto original de Libeskind não reservava espaço suficiente para escritórios.
Para complicar as coisas, uma decisão judicial acabou reduzindo a quantia prevista como pagamento de seguro pela destruição das Torres Gêmeas do WTC.
A quantia originalmente prevista deveria ajudar a cobrir os custos da construção da Torre da Liberdade.
Por causa desses fatores, aspectos mais arrojados do plano de Libeskind acabaram sendo simplificados.
Lawrence Pollard, analista da BBC, disse que o projeto original foi alterado em "uma clássica colisão de comércio, praticabilidade e visão".
Elogios
A Torre da Liberdade terá no topo uma estrutura em espiral que reflete a forma da Estátua da Liberdade.
Setenta andares serão apenas para escritórios. O 71º e o 72º andares terão restaurantes. E no 73º, haverá um terraço panorâmico.
Além desta estrutura, o projeto prevê a construção de outros prédios menores.
Todos eles criam um "vão" nos exatos locais onde ficavam as Torres Gêmeas e não permitem que exista sombra na área comum entre 8h46, quando o primeiro avião pilotado por suicidas atingiu um dos prédios, e 10h28, momento em que o segundo deles desmoronou.
Por sua quantidade de memoriais, o projeto foi o mais elogiado pelas famílias das vítimas dos atentados.