02 de julho, 2004 - 12h27 GMT (09h27 Brasília)
O jornal Haaretz revela nesta sexta-feira que John Kerry, o candidato democrata a presidente dos Estados Unidos, prometeu que, se eleito, não vai negociar com o líder palestino Yasser Arafat.
Essa foi a linha adotada pela atual administração de George W. Bush, que aceitou argumentos israelenses de que Arafat havia apoiado atos de terror.
Kerry entregou a membros da comunidade judaica americana um documento em que promete aumentar as relações especiais de Washington com Israel.
Ele afirmou também pensar que o muro construído por Israel em territórios palestinos ocupados na Cisjordânia é uma "ação legítima de autodefesa".
Saddam
O julgamento de Saddam Hussein é motivo de duras críticas, mas também de elogios na imprensa da Europa.
Na França, o Libération afirma que o ex-presidente jamais terá em Bagdá as garantias legais necessárias para um processo justo.
Para o diário, nos países em que vigoram as leis, os acusados são inocentes até que sejam provados culpados. Mas, no Iraque, "ninguém dúvida da culpa do tirano".
Além disso, o Libération acrescenta que os juízes não foram escolhidos pelo povo, e sim por "um governo não eleito instaurado por uma força de ocupação estrangeira".
"Saddam Hussein não está errado ao descrever os procedimentos contra ele como um teatro", conclui o jornal francês.
Já os alemães do Süddeutsche Zeitung dizem que a aparição de Saddam no tribunal foi motivo de satisfação para milhões de pessoas no Iraque.
E também para as populações do Kuwait e do Irã, onde muitas pessoas morreram em guerras travadas contra o Iraque de Saddam.