02 de julho, 2004 - 16h25 GMT (13h25 Brasília)
O Iraque deve rejeitar a oferta feita pela Jordânia de envio de tropas ao país.
A informação foi dada pelo vice-ministro de Relações Exteriores iraquiano, Hamid Al-Bayati, em uma entrevista à BBC.
No entanto, Al-Bayati disse que o primeiro-ministro do Iraque, Iyad Allawi, fez pedidos para que Egito, Bahrein e Omã enviem soldados ao Iraque.
Na quinta-feira, o rei da Jordânia, Abdullah, disse em uma entrevista à BBC que o país poderia enviar tropas ao Iraque, caso o novo governo interino do país fizesse um pedido nesse sentido.
Segundo ele, se os iraquianos pedirem ajuda, será muito difícil para a Jordânia dizer não.
Amigos
Abdullah ressaltou que ele não acha que os jordanianos são os mais preparados para trabalhar pela manutenção da segurança no Iraque e acrescentou que o envio de tropas nem sequer foi discutido.
Ainda assim, o rei foi o primeiro líder de um país árabe a dizer publicamente que consideraria a decisão de enviar soldados ao Iraque.
"A idéia de ter árabes fazendo a patrulha no país será bem-vinda", disse um oficial americano à agência de notícias Reuters.
O correspondente da BBC em Bagdá Dan Damon disse que, apesar de os iraquianos preferirem o menor número de tropas possível no país, a maioria deve aceitar melhor as forças árabes do que a atual força de coalizão.
Elogios
"Minha posição, anteriormente, vinha sendo de não enviar tropas (...) por causa do histórico das relações entre Jordânia e Iraque", disse o rei Abdullah.
"Eu senti que todos os países que cercam o Iraque têm seus próprios interesses, de forma que, talvez, nós não fossemos os melhores para fazer o trabalho (durante o início da intervenção militar no Iraque)."
"Novamente, eu sentiria que nós não somos os melhores para a tarefa. Mas, no fim das contas, se há algo que nós podemos dar, algum serviço que podemos desempenhar pelo futuro dos iraquianos, então certamente nós estudaríamos a proposta."
O rei da Jordânia também elogiou os novos líderes iraquianos, descrevendo-os como "bons, determinados e corajosos", e pediu ao povo jordaniano que dê apoio a eles.
"Os desafios (...) que eles enfrentam na área da segurança serão o maior problema, e eles vão precisar da ajuda de todos."