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02 de julho, 2004 - 08h10 GMT (05h10 Brasília)

Paramilitares da Colômbia fazem 1ª negociação de paz oficial

As Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), o maior grupo paramilitar de direita do país, apresentou cinco propostas em suas primeiras conversações de paz oficiais com o governo.

As negociações têm o objetivo de obter um cessar-fogo permanente.

Entre as propostas estão a criação de novas áreas seguras para os combatentes paramilitares e garantias de sua reintegração na vida civil.

As conversações começaram na terça-feira dentro de uma área considerada segura, na cidade de Santa Fé de Ralito, na província de Cordoba.

Cerca de dez líderes das AUC e 400 combatentes com a função de "garantir a segurança" estão na área.

Os paramilitares têm imunidade a prisão ou extradição dentro dessa zona, que cobre quase 370 quilômetros quadrados no norte do país.

As conversações quase foram suspensas quando paramilitares seqüestraram o ex-senador colombiano José Eduardo Gnecco na semana passada.

Gnecco foi libertado na quarta-feira.

O correspondente da BBC na Colômbia, Jeremy McDermott, diz que as negociações vão enfrentar vários obstáculos. O principal é que vários líderes paramilitares são, sabidamente, os maiores traficantes de drogas do país.

Os Estados Unidos pediram a extradição de pelo menos cinco deles.

Estima-se que as AUC sejam formadas por 20 mil combatentes.