01 de julho, 2004 - 04h34 GMT (01h34 Brasília)
O ministério da Defesa da Grã-Bretanha disse nesta quarta-feira que oito militares britânicos que foram detidos no Irã na semana passada foram forçados a entrar nas águas territoriais do país.
Em uma mensagem enviada ao Parlamento em Londres, o ministro da Defesa, Geoff Hoon, disse que os militares insistiram, depois de terem sidos libertados pelas autoridades iranianas, que o fato de eles terem entrado no Irã não foi um acidente.
O governo de Teerã sustenta que os oito britânicos perderam o rumo quando navegando e acabaram invadindo as águas territoriais do país sem autorização.
Segundo o analista político da BBC John Andrew, as alegações tendem a aumentar a tensão entre os dois países, quevoltou a crescer quando o incidente ocorreu.
Queixa
Os seis fuzileiros reais britânicos e dois marinheiros presos pelas autoridades iranianas estavam treinando policiais fluviais iraquianos na região do Shatt Al-Arab – um estuário no sul da fronteira iraquiana com o Irã.
Depois de terem sido presos pelas autoridades iranianas, houve quatro dias de negociações bilaterais que levaram a libertação dos mesmos, durante as quais os britânicos chegaram a ser exibidos na TV usando vendas nos olhos.
O ministério da Defesa disse que não há motivos que levem a acreditar que os militares foram maltratados quando sob custódia.
No entanto, o ministro Geoff Hoon apresentou uma queixa ao Irã depois que o navio e o equipamento de navegação apreendidos durante a detenção dos militares não foram devolvidos até esta terça-feira, quando venceu o prazo estabelecido para isso.