29 de junho, 2004 - 17h22 GMT (14h22 Brasília)
O antigo chefe das Forças Armadas do Paraguai, o ex-general Lino Oviedo, foi detido no aeroporto de Assunção nesta terça-feira, após ter passado cinco anos exilado no Brasil.
Ele foi levado sob um forte esquema de segurança para a prisão militar de Vinas Cue, nas imediações da cidade.
Oviedo deixou o país em 1999 após ser acusado de envolvimento no assassinato do vice-presidente Luís Maria Argana.
Ele pode também ser condenado a dez anos de prisão por liderar uma tentativa de golpe militar em 1996.
Crucifixo
Simpatizantes de Oviedo ainda tentaram promover outro golpe, em 2000, mas o ex-general negou estar envolvido nesta tentativa.
O presidente Nicanor Duarte Frutos teria dado ordens para a prisão de Oviedo, segundo a agência de notícias AFP.
O antigo comandante militar insistiu ser vítima de uma conspiração política e disse querer retornar para limpar seu nome.
Ele revelou, nesta terça-feira, de Foz do Iguaçu, a sua intenção de retornar ao Paraguai apesar de saber que seria detido ao desembarcar no país.
“Levarei um crucifixo, uma caneta e um pequeno caderno”, disse ele.
“Eles sempre me ajudaram.”
Oviedo adquiriu fama no Paraguai em fevereiro de 1989 ao desempenhar um papel importante no levante que derrubou o regime do general Alfredo Stroessner e proporcionou ao país a chance de ter um presidente civil.
Nos anos seguintes, ele procurou desenvolver sua carreira política. A princípio, atuou dentro do partido governista Colorado, depois fundou o Unace (União Nacional dos Cidadãos Éticos).
No início do mês, o general declarou a um jornal brasileiro que gostaria de ter direito de disputar a presidência do Paraguai em 2008.