25 de junho, 2004 - 11h04 GMT (08h04 Brasília)
O secretário de Estado americano, Colin Powell, disse que os Estados Unidos subestimaram a gravidade da insurgência no Iraque.
Mais de cem pessoas morreram e centenas ficaram feridas em uma série de ataques em cinco cidades iraquianas na quinta-feira.
Em entrevista à BBC, Powell afirmou que os autores dos ataques estavam tentando "torpedear" a passagem de poder da coalizão liderada pelos Estados Unidos a um governo provisório iraquiano.
A passagem de soberania está marcada para o dia 30 de junho.
"Eu acho que nós subestimamos a natureza da insurgência que podemos enfrentar durante este período", disse ele.
"A insurgência que vemos agora se tornou um problema grave para nós, mas é um problema com que teremos que lidar."
'Fim da violência'
Mas o secretário de Estado americano afirmou que espera que a violência acabe depois da passagem de soberania, assim que os iraquianos verem que seus próprios conterrâneos estão encarregados do país.
"Eu estou absolutamente certo de que o mundo é um lugar mais seguro depois que Saddam Hussein e aquele regime acabaram."
"Agora, isso significa que tudo se tornou pacífico e bom? Não."
"Nós temos uma situação difícil no Iraque. E vamos lidar com aquela situação difícil. Nós vamos conseguir controlar a segurança."
O secretário de Estado também falou sobre o papel de Abu-Musab Al-Zarqawi, que os Estados Unidos responsabilizam por muitos dos recentes ataques.
Powell disse que Zarqawi é "o pior entre os inimigos do povo iraquiano".
"Ele está lá para ajudar o povo iraquiano? Ele está lá para montar hospitais? Ele está lá para criar um sistema político para que o povo iraquiano possa votar em seus líderes? Ele está lá para ajudar a escrever uma Constituição? Ele está lá para morte e destruição, morte e destruição do povo iraquiano e morte e destruição dos sonhos do povo iraquiano", disse Colin Powell.