25 de junho, 2004 - 18h22 GMT (15h22 Brasília)
Pelo menos 20 pessoas morreram em ataque da coalizão liderada pelos Estados Unidos na cidade de Fallujah, no Iraque, de acordo com militares americanos.
Os americanos lançaram nesta sexta-feira uma incursão aérea contra uma casa na cidade suspeita de ser um esconderijo do militante islâmico Abu Musab al-Zarqawi.
O grupo comandado por Al-Zarqawi, que é ligado à Al-Qaeda, reivindicou a autoria de uma onda ataques que deixou mais de cem mortos na quinta-feira.
Em Bagdá, dois policiais morreram em uma explosão, e outros três, em um ataque a um posto policial de Baquba, no nordeste da cidade.
ONU
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, expressou nesta sexta-feira preocupação com a piora das condições de segurança no Iraque a menos de uma semana da transferência de soberania para o novo governo interino do país.
Ele disse que vai continuar monitorando a situação com muita atenção antes de tomar qualquer decisão a respeito do envio de funcionários da entidade de volta ao Iraque.
O primeiro-ministro interino iraquiano, Iyad Allawi, disse que estava esperando que a violência aumentasse nos dias que antecedem a transferência de soberania.
Na quinta-feira, foram registrados atentados em cinco cidades, sendo que na mais atingida – Mosul, no norte do país – pelo menos 62 pessoas morreram e 220 ficaram feridas.
Mais de 40 morreram em Baquba, Ramadi, Falluja e também na capital, Bagdá.
Allawi condenou a violência e prometeu esmagar os militantes responsáveis pelos ataques.
O secretário de Estado americano, Colin Powell, disse por sua vez que acha que os Estados Unidos subestimaram a natureza do levante.
“A revolta que estamos observando agora se tornou um problema sério para nós, mas é um problema com o qual vamos lidar.”