24 de junho, 2004 - 13h31 GMT (10h31 Brasília)
Mike Bloomberg, prefeito de Nova York, é do barulho.
Desta vez, o alarde dele é em defesa do silêncio.
Na lista de queixas dos novaquiorquinos, a cacofonia urbana aparece disparado na frente dos outros problemas, inclusive violência e lixo.
A cidade que nunca dorme se queixa de serras e britadeiras,
caminhões de lixo, buzinas,caixas de som, sirenes, decibéis dos clubes noturnos e dos vizinhos, a música dos caminhões de sorvetes e os milhares de cães da cidade.
Latidos
Cão que ladrar mais do que dez minutos de dia vai ser multado. À noite, o limite de tempo será de 5 minutos.
Um estudo de 1965 sobre cães e seus latidos mostrou que o recordista na época era o cocker spaniel. Ladrou 907 vezes em 10 minutos por causa de um osso.
O mais silencioso era o basenji africano que uiva e gana, mas não late.
Na proposta do prefeito, não há previsoes para uivos e ganidos.
Por algum motivo ainda sendo investigado, os cães ladram mais em certos meses do ano. Abril é o pior, novembro é o mais silencioso.
Há dois tipos de coleiras contra latidos. Uma dispara no próprio cão um spray a base de limão. A outra dá um choque no pescoço do bicho. Silencia, mas costuma provocar neuroses.
O barulho de cada um costuma depender do endereço e do andar, e nem sempre a melhor solução é buzinar no ouvido do prefeito.
Meu apartamento fica no segundo andar, de frente e era barulhento.
Janelas de plástico, baratas, praticamente invisíveis, neutralizaram as buzinas, as caixas de som dos latinos e dos caes. De quebra, reduzem o calor, o frio e seguram até balas.