24 de junho, 2004 - 15h37 GMT (12h37 Brasília)
O Senado americano aprovou por unanimidade um orçamento de US$ 447 bilhões para gastos da Defesa em 2005, que incluem US$ 25 bilhões destinados às operações militares no Iraque e no Afeganistão.
A cifra representa um aumento de 5,7% com relação ao orçamento de 2004 (excluindo dos cálculos o dinheiro para o Iraque), mas ainda assim é 1,7% menor do que foi reivindicado pelo presidente George W. Bush.
Os senadores também votaram a favor do aumento do número de soldados do Exército em 20 mil homens.
A Câmara dos Representantes aprovou também a destinação de somas recordes para as operações dos serviços de inteligência.
A medida acontece apesar das fortes críticas recentes sobre as falhas dessas agências, entre elas as falhas que levaram aos atentados de 11 de setembro de 2001.
Salário
O Senado ainda precisa aprovar essa lei para que o novo orçamento dos serviços secretos seja confirmado.
O Orçamento de 2005 inclui um aumento salarial de 3,5% a todos os militares e US$ 10,2 bilhões para um sistema de defesa antimíssil.
O aumento do contingente total enfrentava antes a oposição da Casa Branca e do Pentágono, mas tem o objetivo de aliviar a pressão sobre o Exército dos Estados Unidos, sobrecarregado com as ações em vários países.
O número total de militares do Exército cresce com isso 4%, chegando a mais de 500 mil pessoas.