23 de junho, 2004 - 20h46 GMT (17h46 Brasília)
A Arábia Saudita ofereceu uma anistia parcial a suspeitos de atos terroristas que se entregarem no prazo de um mês.
Em pronunciamento na TV feito em nome do rei Fahd, o príncipe Abdullah, que na prática governa o país, disse que a oferta vale para qualquer pessoa que tiver “cometido um crime em nome da religião”.
“Quem se entregar voluntariamente no prazo de um mês a partir deste discurso será tratado de acordo com a lei de Deus”, disse o príncipe.
A inicitiva se segue à morte pela polícia do líder da Al-Qaeda Aziz al-Muqrin na capital saudita, Riad, na última sexta-feira.
Oferta vaga
Al-Muqrin era acusado de participar da decapitação do engenheiro americano Paul Johnson.
Nos últimos meses, houve uma série de ataques suicidas a bomba, e recentemente militantes têm realizado seqüestros de estrangeiros no país.
As autoridades sauditas lançaram uma campanha contra os militantes islâmicos que tem resultado em cercos e trocas de tiros em Riad e outros lugares.
A correspondente da BBC Heba Saleh diz que a oferta que foi feita é vaga, mas, segundo advogados sauditas, as palavras usadas sugerem que o governo pode tratar com menos rigidez, e até perdoar, quem se entregar voluntariamente.