22 de junho, 2004 - 13h27 GMT (10h27 Brasília)
Os militantes islâmicos do Iraque que ameaçam degolar um refém sul-coreano estenderam o prazo apresentado para executá-lo.
De acordo com a agência de notícias sul-coreana Yonhap, funcionários do tradutor sul-coreano capturado foram contatados por um intermediário iraquiano, que disse que o refém continua vivo.
Num vídeo exibido na segunda-feira, o grupo de seqüestradores se identificou como "Monoteísmo e Jihad" e pediu à Coréia do Sul que retire suas forças do Iraque.
O vídeo identificou o refém como Kim Song-il, de 33 anos, o que foi confirmado, depois, pelo Ministério do Exterior da Coréia do Sul.
Negociações
As autoridades de Seul se negaram a atender à demanda, mas o governo enviou uma delegação a Amã, na Jordânia, para tentar negociar a libertação de seu cidadão.
O chefe de uma empresa de segurança sul-coreana no Iraque afirmou que um amigo seu iraquiano, Mohamed Obedi, estava negociando com o grupo.
A Coréia do Sul anunciou recentemente que vai aumentar sua presença no país, com um contingente de 3 mil soldados, passando a ter a terceira maior força militar no Iraque, atrás dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha.
No mês passado, o mesmo grupo decapitou um refém americano, Nick Berg, e foi responsável por uma série de outros ataques, inclusive a morte do chefe do Conselho de Governo, Ezzedine Salim.