17 de junho, 2004 - 15h01 GMT (12h01 Brasília)
O número de refugiados e pessoas deslocadas dentro de seus países caiu 18% e totaliza agora 17,1 milhões.
Trata-se do menor nível registrado em uma década, segundo o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur).
A agência disse num comunicado que isso é resultado do aumento dos esforços internacionais para ajudar os desabrigados.
O Afeganistão foi o principal exemplo dessa redução: mais de 500 mil pessoas voltaram às suas casas no ano passado.
A cifra total inclui 9,7 milhões de pessoas que foram buscar refúgio no exterior e que são oficialmente definidas como refugiados. Esse número é 10% inferior ao registrado no ano anterior.
'Encorajador'
"As estatísticas são muito encorajadoras", disse Ruud Lubbers, alto comissário da ONU para os refugiados.
"Cerca de 5 milhões de pessoas nos últimos anos conseguiram voltar para casa ou encontrar um lugar para reconstruir suas vidas."
Lubbers acrescentou: "Para eles, essas estatísticas frias refletem uma realidade especial: o fim de longos anos no exílio e o começo de uma vida nova com novas esperanças sobre o futuro".
Além dos afegãos, grande número de refugiados também teve condições de voltar aos seus locais de origem em Angola, em Burundi e no Iraque.
Apesar das boas novas, os afegãos ainda constituem o maior grupo de refugiados no mundo: cerca de 2,1 milhões deles continuam em busca de refúgio.
Habitantes do Sudão e de Burundi vêm logo após o Afeganistão na lista de países com maior número de refugiados.
O Paquistão continua a ser o país que mais recebe refugiados, abrigando 1,1 milhão de estrangeiros nessa situação. Irã, Alemanha, Tanzânia e Estados Unidos também dão abrigo a muitos refugiados.
O conflito no Sudão, principalmente na região de Darfur, é agora motivo de grande preocupação entre as autoridades.
O Acnur revisou nesta semana o seu apelo para ação emergencial na região. Afirma precisar agora de US$ 55,8 milhões (cerca de R$ 175 milhões) para prestar assistência a 200 mil refugiados sudaneses. Até agora, a agência só recebeu US$ 18,4 milhões.