16 de junho, 2004 - 07h50 GMT (04h50 Brasília)
A polícia de Kirkuk, no Iraque, anunciou o assassinato do chefe de segurança para a indústria do petróleo no norte do país.
Fontes policiais afirmam que Ghazi al-Talabani morreu instantaneamente quando foi atacado por homens armados do lado de fora de sua casa.
Al-Talabani era parente de Jalal Talabani, líder da União Patriótica do Curdistão.
O assassinato ocorre um dia depois que esforços para aumentar as exportações de petróleo iraquiano foram prejudicadas por sabotagem em oleodutos no norte e no sul do país.
Mercados
A incerteza nos mercados internacionais já vinha sendo alimentada por uma explosão em um oleoduto no norte do país, perto de Kirkuk, que bombeia petróleo para a Turquia para exportação.
Um ataque em um oleoduto no sul do país levou a uma interrupção do fluxo de combustível para o terminal de exportação da cidade de Basra.
Diante das notícias, os preços do petróleo no mercado internacional subiram na terça-feira, mas depois cederam um pouco.
Estima-se que as autoridades iraquianas levem pelo menos dez dias para fazer os reparos nos principais oleodutos do país, a um custo de US$ 60 milhões por dia.
Segundo o primeiro-ministro iraquiano, Iyad Allawi, a sabotagem de oleodutos custou mais de US$ 200 milhões ao país nos últimos sete meses.
Exportações
Cerca de 90% da receita do Iraque, vital para a sua reconstrução, é obtida com a venda de petróleo, embora as exportações ainda estejam muito abaixo dos níveis anteriores à incursão da coalizão liderada pelos Estados Unidos.
Antes, o país exportava em torno de 1,7 milhão de barris por dia (1,6 milhão partia do terminal de Basra).
Hoje em dia, a taxa de exportação é 60% menor, apesar da vigilância de 14 mil homens da guarda iraquiana.
Segundo correspondentes da BBC no Iraque, autoridades reconhecem que neste momento não existe possibilidade de atingir a meta de produzir 2 milhões de barris por dia até a data da transferência da soberania no país, em 30 de junho.