09 de junho, 2004 - 21h03 GMT (18h03 Brasília)
O técnico da Grécia, Otto Rehhagel, ganhou fama na sua Alemanha natal por levar times que nem sempre estão entre os favoritos ao topo do campeonato nacional.
Sob sua batuta, o Werder Bremen foi duas vezes campeão alemão (1988 e 1993) e quatro vezes vice.
Mais impressionante foi a vitória do Kaiserslautern em 1998 – logo no ano da volta da equipe à Primeira Divisão.
Desde que assumiu a seleção da Grécia, em 2001, Rehhagel também começou a mudar a sorte de uma seleção que raramente consegue figurar nos grandes eventos internacionais.
Otimismo
Com um time montado a partir de uma defesa intratável, a seleção grega conseguiu deixar para trás na fase classificatória duas seleções que a princípio pareciam mais fortes – a Espanha e a Ucrânia.
O ponto alto da campanha foi a vitória de 1 a 0 sobre os espanhóis em Zaragoza, resultado que mudou a face do grupo 6 e abriu caminho para que Grécia se classificasse para a fase final da Eurocopa pela primeira vez em 24 anos.
Os bons resultados aumentaram o otimismo dos gregos, que vão estrear na competição contra os donos da casa – equipe com quem já empataram em 1 a 1, em Portugal, no último mês de novembro.
A maioria dos jogadores gregos atua no Panathinaikos, no Olympiacos e no AEK Atenas, principais times do país.
Alguns, porém, estão conseguindo brilhar no cenário internacional.
O principal destaque da equipe é o atacante Nikolaidis, do Atlético de Madrid, um jogador rápido e perigoso que prometer incomodar as defesas da Espanha, Portugal e Suíça, adversários da Grécia na primeira fase.
Outro jogador que tem se destacado nas grandes ligas européias é o meio-campo Karagounis, que conseguiu ganhar espaço na Inter de Milão na temporada que se encerrou.
O toque de categoria da equipe é dado pelo meia Tsiartas, de 31 anos, um jogador habilidoso que cobra faltas com precisão.