http://www.bbcbrasil.com

09 de junho, 2004 - 01h39 GMT (22h39 Brasília)

Líderes mundiais elogiam resolução do Iraque

Os líderes de alguns dos sete países mais industrializados do mundo e da Rússia elogiaram nesta terça-feira a aprovação pela ONU da resolução sobre o Iraque, qualificando-a de um passo importante para o futuro do país.

As declarações foram feitas no Estado americano da Geórgia no início da cúpula do G-8 (grupo formado por Rússia, Estados Unidos, Canadá, Itália, França, Grã-Bretanha, Japão e Alemanha), nesta terça-feira.

O presidente americano, George W. Bush, disse que a aprovação do documento mostrou que os membros do Conselho de Segurança da ONU estão dispostos a trabalhar juntos em prol de um Iraque livre e em paz.

“A resolução do Conselho de Segurança da ONU dá apoio ao governo interino, dá apoio a eleições livres e dá apoio à Força Multinacional (que está no país). Os Estados Unidos dão forte apoio à idéia de uma sociedade livre em meio ao ódio e à intolerância”, disse Bush.

Por sua vez, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que a aprovação da resolução manda um recado para aqueles que tentam prejudicar o avanço da democracia no Iraque.

"Aqueles que tentam frear esse processo, aqueles que continuam com o terrorismo e as mortes, eles precisam também saber que não é apenas o novo governo do Iraque que eles encaram, ou a força multinacional, ou os Estados Unidos ou a Grã-Bretanha, mas um mundo unido."

Novo foco

A reunião de cúpula do G-8 está acontecendo em meio a um forte esquema de segurança em uma ilha perto da cidade de Savannah.

Um correspondente da BBC em Savannah Rob Watson disse que a aprovação da resolução dá um novo foco ao encontro e impulsiona os Estados Unidos, em seu esforço para obter apoio internacional para seu programa de reforma política no Oriente Médio.

O presidente Bush pretendia usar o encontro para discutir a democratização da região, mas, embora alguns líderes de países árabes convidados para a reunião tenham aceitado ir à Geórgia, Watson disse que os objetivos do encontro são modestos.

Segundo o correspondente, os líderes do G-8 não querem ser vistos como interessados em ditar reformas no mundo islâmico.

Também foram convidados para o encontro líderes africanos, que devem receber a oferta de um abatimento mais generoso de suas dívidas externas.

Segurança reforçada

O encontro é o segundo entre os líderes desde as desavenças motivadas pela operação militar liderada pelos Estados Unidos no Iraque.

As autoridades americanas decidiram isolar a ilha onde acontece a cúpula em meio a temores de que a cúpula possa ser alvo de ataques extremistas.

Apenas autoridades de alto escalão receberam credenciais que permitem acesso à ilha. A imprensa é mantida à distância, assim como manifestantes antiglobalização – uma presença constante em reuniões anteriores dos líderes do G-8.

Cerca de 150 deles participaram de um protesto pacífico em Savannah nesta terça-feira – a mais de 100 km do local da cúpula.

Barreiras de concreto, cercas de metal e bloqueios foram instalados perto e ao redor de prédios e nas principais vias, tanto nas ilhas quanto na área continental próxima ao encontro.

Também foram mobilizados milhares de policiais e membros da Guarda Nacional, além de aeronaves militares, que estão vigiando o espaço aéreo.