http://www.bbcbrasil.com

09 de junho, 2004 - 21h07 GMT (18h07 Brasília)

Campeã em 1992, Dinamarca chega desacreditada

A seleção dinamarquesa entra em campo na próxima segunda-feira, dia 14, com uma missão e um sonho: apagar o fracasso da Eurocopa de 2000, quando não marcou um ponto sequer, e igualar a Eurocopa de 1992, quando o país conquistou o título.

O melhor resultado da história do futebol dinamarquês veio quase por acaso. A seleção não tinha se classificado para a Eurocopa da Suécia, e os jogadores estavam de férias, quando a seleção da Iugoslávia foi excluída da competição por causa da guerra civil no país.

Os dinamarqueses entraram no torneio pela porta dos fundos, como convidados. O time de Brian Laudrup e Peter Schmeichel venceu apenas uma partida na primeira fase, mas chegou à semifinal, quando bateu nos pênaltis a poderosa Holanda de Dennis Bergkamp, Frank Rijkaard, Marco van Basten e Ruud Gullit.

Na final, eles fizeram o que ninguém esperava. Nem mesmo Jürgen Klinsmann conseguiu passar pela barreira formada pelo goleiro Schmeichel, e a Dinamarca venceu por 2 a 0.

Hoje

Mas aquele junho de 1992 já é um passado distante, e em Portugal a Dinamarca vai ter de contar com os talentos de hoje. Para chegar às quartas-de-final, os adversários são a França, na estréia, Bulgária e a vizinha Suécia.

As esperanças de gol estãos nos pés dos atacantes Ebbe Sand, do Schalke 04, da Alemanha, e Jon Dahl Tomasson, companheiro de Kaká, Cafu e Dida no Milan, da Itália.

No meio campo, o técnico Morten Olsen conta com Jesper Groenkjaer. O meia, que joga na primeira divisão inglesa pelo Chelsea, no entanto, é no momento a principal dor de cabeça do treinador.

Por problemas de família, Groenkjaer não viajou com a equipe para Portugal.

Olsen disse que vai esperar até que o jogador se sinta à vontade para se juntar ao grupo, o que pode até não acontecer, e pediu para que a imprensa respeite o momento difícil pelo qual passa Groenkjaer, cuja mãe está doente.

Na defesa, Niclas Jensen, do Borussia Dortmund, da Alemanha, e Thomas Helveg, da Inter de Milão, têm a missão de dar tranqüilidade ao goleiro Thomas Soerensen, que defende o Aston Villa, na Inglaterra.