09 de junho, 2004 - 17h32 GMT (14h32 Brasília)
Nem a vasta tradição e os títulos da Alemanha têm sido capazes de levantar o moral combalido da seleção germânica. O próprio técnico alemão, Rudi Völler, admite que o seu time não está entre os favoritos.
"Nós certamente não estamos entre os favoritos, mas tudo o que importa agora é o dia em que enfrentaremos a Holanda", afirmou Völler à BBC.
Embora a campanha para chegar à Eurocopa 2004 tenha sido razoavelmente boa – a seleção ficou em primeiro no seu grupo, no qual os seus principais concorrentes eram a Escócia e a Islândia –, o desempenho dos alemães nos jogos mais recentes tem sido pífio.
Em seu último amistoso antes do campeonato – contra a Hungria, dirigida pelo ex-craque Lothar Matthäus, que havia sido goleada pelo Brasil poucas semanas antes –, a Alemanha amargou um doloroso 2 x 0 em casa.
Moral
Antes disso, a outrora temível seleção alemã foi goleada por 5 x 1 pela Romênia, que sequer conseguira uma vaga para a Eurocopa.
Ainda assim, é bom lembrar que pouco antes da Copa do Mundo de 2002, a Alemanha também teve que engolir um placar idêntico diante dos arqui-rivais ingleses.
Mesmo desmoralizada, a equipe se superou e acabou disputando a final contra o Brasil.
Rudi Völler também tem ao seu dispor jogadores de alto nível, como o meia ofensivo Michael Ballack, considerado o melhor jogador alemão da sua geração, e o goleiro Oliver Kahn, que tirou das mãos de Ronaldo o título de melhor jogador da Copa de 2002.
Parte das dificuldades enfrentadas pelo time alemão também se devem às seguidas contusões de alguns dos seus principais jogadores: o talentoso meia Torsten Frings passou boa parte da última temporada no estaleiro, mas deve estar entre os titulares na Eurocopa.
Outro que pode surpreender, se Rudi Völler decidir lançá-lo na equipe principal, é o atacante Kevin Kuranyi. Nascido no Rio de Janeiro, filho de uma panamenha com um húngaro-alemão, Kuranyi vem impressionando na Bundesliga por seu talento e seu gols marcados pelo Stuttgart.