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08 de junho, 2004 - 20h46 GMT (17h46 Brasília)

Larsson, Ljunberg e defesa sólida são esperança sueca

Se na Copa do Mundo de 2002 a Suécia surpreendeu ficando em primeiro no grupo que tinha a Inglaterra e chegou às oitavas-de-final – eliminando ninguém menos do que a Argentina no caminho –, poucos esperam que essa atuação se repita na Eurocopa 2004.

O time dos técnicos Lars Lagerbäck e Tommy Söderberg vem recebendo críticas por ser pouco criativo e bastante burocrático.

Significativamente, o setor de maior destaque da seleção sueca é a defesa.

O desempenho sueco nas eliminatórias da Eurocopa revela essa solidez defensiva: o time ficou em primeiro do seu grupo e só não terminou a competição invicto porque – já com a primeira colocação garantida – tropeçou diante da Letônia.

Obstáculos

No entanto, os suecos também têm alguns trunfos ofensivos. Até abril, o principal deles era o meia Fredrik Ljunberg, do Arsenal, mas o atacante Hendrik Larsson, que anunciara a sua aposentadoria de jogos da seleção, acabou voltando atrás e hoje é a principal arma sueca.

O veterano Larsson joga na seleção sueca desde 1992 e participou da histórica campanha na Copa de 1994, quando o seu time ficou em terceiro lugar. Com a volta dele à seleção, as chances de atuações mais convincentes aumentam.

Outro que pode desequilibrar para os suecos é o atacante Zlatan Ibrahimovic. Filho de imigrantes iugoslavos, lutador de taekwondo, Ibrahimovic é o "bad boy" do futebol sueco e – se conseguir ficar fora de confusões extracampo – é uma das esperanças da equipe.

O ponto fraco da seleção da Suécia, no entanto, é a falta de banco. Os treinadores Lagerbäck e Söderberg não têm muitas opções, e contusões dos titulares podem custar muito caro à seleção.

Outro obstáculo diante da Suécia é o grupo em que o time caiu: a Itália e os vizinhos e rivais dinamarqueses podem complicar a classificação. A seleção que completa o grupo, a Bulgária, é bastante jovem, mas pode surpreender como zebra.