08 de junho, 2004 - 09h28 GMT (06h28 Brasília)
O governo francês anunciou que vai votar a favor de uma nova resolução na ONU (Organização das Nações Unidas) sobre a transferência de soberania ao Iraque.
O ministro francês das Relações Exteriores, Michel Barnier, afirmou que algumas de suas reivindicações foram atendidas pelos Estados Unidos e pela Grã-Bretanha.
Os franceses exigiam que o texto da resolução definisse as relações entre as tropas internacionais lideradas pelos americanos e o novo governo iraquiano.
Washington concordou em adicionar no texto uma menção que dirá que as forças vão consultar o governo interino do Iraque antes de grandes operações militares.
Sem detalhes
Barnier disse que a França "gostaria de ter detalhes mais precisos no texto".
Mas, acrescentou o ministro francês, "isso não nos impede de votar positivamente em Nova York para ajudar de forma construtiva a encontrar uma saída positiva para esta tragédia".
A nova resolução será levada a votação no Conselho de Segurança da ONU nesta terça-feira.
O embaixador americano na ONU, John Negroponte, afirmou esperar apoio unânime à resolução.
Segundo ele, seu país e a Grã-Bretanha se esforçaram para que a resolução retratasse os pontos de vista de todas as delegações no Conselho.
Alemanha e Rússia, que costumam estar ao lado da França na oposição às iniciativas americanas sobre o Iraque na ONU, também disseram que vão apoiar a resolução.
Brahimi
Falando ao Conselho de Segurança na segunda-feira, o enviado especial da ONU ao Iraque, Lakhdar Brahimi, disse que levaria oito meses, a partir da formação do governo interino no Iraque, para que eleições com credibilidade pudessem ser realizadas no país.
Brahimi disse que o trabalho das autoridades interinas precisa ser ampliado com a implantação de um Conselho Nacional.
Tal Conselho seria escolhido em uma conferência nacional a ser formada por cerca de mil iraquianos.
O enviado lembrou que o plano foi definido depois de ele ter visitado várias cidades e se encontrado com milhares de iraquianos para discutir o futuro do país.