08 de junho, 2004 - 19h44 GMT (16h44 Brasília)
A lista de favoritos da Eurocopa inclui as tradicionais seleções da França e da Itália. Portugal aparece logo atrás, seguido por Holanda, Espanha e, com alguma boa vontade, Alemanha e Inglaterra. Mas o 'azarão' que não pode ser ignorado é a República Checa.
Com uma das melhores campanhas da fase de classificação (sete vitórias e um empate em oito jogos), a equipe checa é figurinha carimbada entre as dez primeiras seleções no ranking da Fifa.
Depois do vice-campeonato na Euro 96, no entanto, a seleção checa decepcionou ao não se classificar para as Copas de 98 e 2002 e ao cair na primeira rodada da última edição do torneio europeu.
No ano passado, com uma mistura de experientes talentos da geração de 96 e jovens revelações, a equipe recuperou o seu prestígio com resultados importantes, incluindo uma vitória por 3 a 1 contra a Holanda.
Os holandeses e os alemães serão adversários da República Checa na primeira fase da Eurocopa, mas apenas duas das três seleções avançam para a etapa seguinte. Por isso, o grupo que reúne as três equipes tem sido chamado de 'grupo da morte'.
Astro checo
O grande astro da seleção checa é o meia Pavel Nedved, vencedor em 2003 do tradicional prêmio Bola de Ouro, entregue pela revista France Football ao melhor jogador da temporada do futebol europeu.
Nedved lidera o grupo de remanescentes da seleção vice-campeã européia em 1996, junto com o meia Karel Poborsky – uma das sensações do torneio disputado naquele ano.
O treinador Karel Bruckner também conta com a força física e a forte presença na área do atacante grandalhão Jan Koller, do Borussia Dortmund.
Entre os jovens talentos da equipe, os destaques são o meia Thomas Rosicky, que aos 23 anos é o principal organizador de jogadas da seleção e também do Borussia Dortmund, e o atacante Milan Baros, de 22 anos, que atua no Liverpool.
Um obstáculo para a República Checa pode ser a situação dos laterais Zdenek Grygera (do Ajax, da Holanda) e Marek Jankulovski (da Udinese, da Itália) em seus clubes. Os dois têm sido pouco utilizados por suas equipes e podem sentir a falta de ritmo de jogo.
Se isso acontecer, a esperança dos checos é a boa fase do jovem goleiro Petr Cech, que pode se mostrar uma difícil barreira final para as equipes adversárias.