07 de junho, 2004 - 02h06 GMT (23h06 Brasília)
O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) realizou no domingo uma sessão especial para discutir as cartas que recebeu dos governos americano e iraquiano sobre a resolução sobre o futuro do Iraque.
O documento em discussão é a terceira versão de uma proposta apresentada pelos Estados Unidos e pela Grã-Bretanha, que foi divulgado na terça-feira.
Eles esperam concluir as negociações sobre os pontos pendentes nesta segunda-feira e colocar o documento em votação na terça-feira.
O embaixador americano na ONU, John Negroponte, disse que acreditava que a resolução poderia ser votada na terça-feira.
As negociações ficaram mais fáceis depois que o líder interino do Iraque, Yad Allawi, disse que gostaria que as forças estrangeiras permanecessem no país.
Correspondência
A correspondência entre Allawi e os americanos deve ser anexada à nova resolução numa tentativa de esclarecer a situação das forças multinacionais que devem permanecer no Iraque depois da transmissão de poder para o governo local, dia 30 deste mês.
Um ponto ainda em discussão é se o governo iraquiano terá poderes para vetar operações militares específicas da forças multinacionais - como o polêmico cerco à cidade de Falluja por tropas americanas, onde centenas de pessoas morreram.
Na carta ao governo americano, Allawi, indicado para o cargo na semana passada, diz que as forças estrangeiras deveriam ficar no país "até que sejamos capazes de providenciar seguranças com nossos próprios meios".
Já o secretário de Estado americano, Colin Powell, diz na sua carta que os Estados Unidos estão dispostos a cooperar com os iraquianos "numa extensa lista de assuntos de segurança, incluindo operações ofensivas sensíveis".
Mas nenhuma das cartas menciona o veto iraquiano, que os americanos já haviam dito que não aceitariam.
A França, um dos países com poder de veto no Conselho de Segurança, exige que a nova resolução da ONU deixe claro que o consentimento do Iraque será necessário para uma operação maior.