06 de junho, 2004 - 10h48 GMT (07h48 Brasília)
Dezesseis funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU) e de Organizações Não-Governamentais (ONGs) foram libertadas neste domingo após terem sido sequestradas na sexta-feira na região de Darfur, no Sudão.
Em comunicado, a ONU disse que o grupo foi sequestrado pelo Exército de Libertação do Sudão, um dos mais ativos na região.
A ONU também disse estar investigando o caso. Os rebeldes não se manifestaram sobre o assunto.
Segundo Kevin Kennedy, coordenador do grupo de ajuda humanitária da ONU no Sudão, os funcionários já retornaram à base de trabalho em El Fasher, ao norte de Darfur.
De acordo com relatos, 13 deles seriam sudaneses, e os outros três seriam da Bósnia, Irlanda e Malauí.
Conflito
O conflito na região pobre e árida de Darfur começou em meados de 2003 quando um grupo rebelde começou a atacar alvos do governo, alegando que a região estava sendo negligenciada pela administração central.
Os rebeldes alegam que o governo oprime os negros africanos em favor dos árabes. Historicamente, há registros de tensão entre as duas comunidades por causa de terras e pastagens para rebanhos.
O governo diz que controla a região, mas os rebeldes negam isso. Centenas de milhares de civis fugiram de suas casas e estima-se que milhares foram mortos.
A ONU e grupos em defesa dos direitos humanos acusam o governo do Sudão de permitir e ajudar diretamente milícias sudanesas a cometer atrocidades contra não-árabes em Darfur.