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06 de junho, 2004 - 20h28 GMT (17h28 Brasília)

EUA fariam tudo de novo, diz Bush sobre Dia D

Milhares de veteranos da Segunda Guerra Mundial e 17 chefes de Estado se reuniram na França, neste fim de semana, para celebrar os 60 anos do Dia D, quando os aliados invadiram a Europa ocupada pelos nazistas.

Foram colocadas flores no enorme cemitério de Corville, onde estão enterrados os que morreram na batalha. Os presidentes francês, Jacques Chirac, e americano, George W. Bush, que participaram dessa cerimônia em Corville, trocaram gentilezas.

A maior parte dos mortos entre os aliados no Dia D foram americanos. Bush disse aos veteranos que eles seriam homenageados para sempre e acrescentou:

"A América faria isso de novo por nossos amigos".

A América, disse Chirac, é "eterna aliada" da França.

'Tolerância'

Entre as autoridades que viajaram para a Normandia estavam os chefes de Estado da Rússia e da Alemanha, que pela primeira vez participaram das comemorações.

Quando todos se encontraram na pequena cidade francesa de Arromanches para a cerimônia principal, um navio de guerra disparou 21 tiros, em saudação.

Cerca de 250 mil homens morreram na Batalha da Normandia, que começou no dia 6 de junho de 1944.

Os veteranos desfilaram sob um céu ensolarado em frente aos líderes de Estado, enquanto tocava a música do filme "O Mais Longo dos Dias".

Chirac condecorou com a Legião de Honra veteranos de guerra, representando diferentes países que participaram da invasão.

Em seu discurso, Chirac defendeu "os valores humanísticos de respeito, justiça, diálogo e tolerância pelos quais eles deram suas vidas".

Durante a comemoração, houve um desfile militar que incluiu o vôo espetacular de modernos jatos da Otan e uma parada naval.

'Orgulho nacional'

A rainha Elizabeth 2ª visitou o cemitério britânico em Bayeux, junto com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e Chirac, depois de ter se encontrado com veteranos britânicos e canadenses na praia de Juno.

Em seu discurso depois do desfile de veteranos, a rainha disse:

"O que para vocês é uma memória de perigo e sacrifício em um verão longínquo, que os persegue, para o seu país e para gerações de compatriotas que ainda estão por nascer é um dos momentos de maior orgulho em nossa longa história nacional."

Segurança

Um escudo maciço de segurança foi montado em volta de Arromanches, com a participação de pelo menos 15 mil policiais e militares franceses.

Ele antes dissera que o feito dos aliados não tinha sido "uma vitória sobre a Alemanha, mas uma vitória para a Alemanha".

Schröder visitou um cemitério misto em Ranville, e evitou o maior cemitério alemão em La Cambe, onde estão enterrados soldados da notória SS nazista.

O presidente russo, Vladimir Putin, também participou da cerimônia.

Nas comemorações dos 50 anos do Dia D, em 1994, o chefe de Estado russo não foi convidado, o que provocou profunda reação na Rússia, que infringiu as mais pesadas perdas aos nazistas, com pesados custos em vidas humanas.