04 de junho, 2004 - 17h46 GMT (14h46 Brasília)
Dezenas de milhares de opositores à guerra no Iraque saíram às ruas de Roma nesta sexta-feira para protestar contra a visita do presidente americano, George W. Bush, à cidade.
Uma multidão marchou pelas ruas romanas gritando “Não a Bush, não à guerra”.
A organização do protesto estimou o número de participantes em 150 mil, mas a polícia disse que não passavam de 25 mil pessoas.
O protesto aconteceu algumas horas depois que Bush encontrou no Vaticano o papa João Paulo 2º, que reiterou sua condenação à guerra no Iraque.
Aliado
A visita de Bush coincide com as comemorações do 60º aniversário da liberação de Roma pelas forças aliadas durante a Segunda Guerra Mundial.
Bush também vai encontrar o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, um dos mais firmes aliados do presidente americano durante a ocupação militar do Iraque.
Apesar de forte oposição entre os italianos à presença de tropas do país em solo iraquiano, Berlusconi assegura que não vai retirar seus soldados, a exemplo do que fez o novo governo espanhol.
O governo italiano e o Departamento de Estado americano alertaram que protestos poderiam tumultuar a visita de Bush a Roma.
Um forte esquema de segurança foi montado para tentar evitar maiores problemas.
Na manhã de sexta, alguns manifestantes já haviam promovido um protesto, e o jornal La Repubblica afirmou que 600 jovens mascarados e carregando bastões estavam participando da marcha.
O presidente americano vai ficar dois dias na cidade e depois seguirá para a França, onde participa das comemorações dos 60 anos do desembarque da Normandia.