02 de junho, 2004 - 22h57 GMT (19h57 Brasília)
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, comparou a “guerra contra o terrorismo” que declarou após os atentados de 11 de setembro de 2001 à Segunda Guerra Mundial.
Em um discurso feito a novos oficiais da Força Aérea americana, Bush disse que eles estavam lutando a mesma guerra que as pessoas que combateram o nazismo nos anos 40.
Segundo ele, a guerra contra o terrorismo lembra “os grandes choques do século passado” entre democracia e totalitarismo.
O discurso foi feito na Academia da Aeronáutica a poucos dias das celebrações oficiais do chamado Dia D, em 6 de junho - a data do desembarque da Normandia, que é um símbolo da vitória dos Aliados sobre a Alemanha de Adolf Hitler na Segunda Guerra Mundial.
Esperanças
Bush disse aos novos oficiais que eles vão “carregar as esperanças dos povos livres de todo o mundo”.
Ele afirmou que a atual guerra começou da mesma forma que o envolvimento americano na Segunda Guerra Mundial: com um ataque-surpresa contra os Estados Unidos.
“Como as ideologias assassinas do século passado, a ideologia dos assassinos atravessa todas as fronteiras”, disse o presidente americano.
Segundo ele, os “inimigos da liberdade” equivocadamente acreditaram que os Estados Unidos estavam “decadentes” e iriam entrar em colapso.
Mas ele insistiu que a organização Al-Qaeda e seus aliados vão ser derrotados.
“Não aceitaremos nada menos que vitória sobre o inimigo”, afirmou Bush. “A melhor forma de proteger os Estados Unidos é continuar no ataque.”
Bush ainda defendeu sua política para Iraque e para o Oriente Médio como um todo, dizendo que o mundo será mais seguro quando a região for mais próspera e democrática.
No longo prazo, afirmou ele, “nós esperamos um nível mais elevado de reforma e democracia de nossos amigos na região”.