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01 de junho, 2004 - 03h12 GMT (00h12 Brasília)

Presidente promete controlar violência no Paquistão

O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, prometeu tomar medidas enérgicas para restaurar a ordem na cidade de Karachi, onde pelo menos 16 pessoas morreram e cerca de 40 ficaram feridas em uma explosão em uma mesquita freqüentada por muçulmanos xiitas.

O atentado desta segunda-feira aconteceu um dia após o assassinato de um clérigo muçulmano sunita, Mufti Nizamuddin Shamzai.

A explosão na mesquita levou xiitas a botar fogo em veículos, postos de gasolina, escolas, lojas e bancos como uma forma de vingança.

Duas pessoas morreram quando a polícia abriu fogo contra um grupo que protestava, e o Exército foi colocado de sobreaviso para o caso de a baderna se intensificar na cidade.

Proteção

Conflitos entre muçulmanos sunitas e xiitas teriam matado cerca de 4 mil pessoas nos últimos 15 anos no Paquistão.

A explosão desta segunda-feira ocorreu na mesma região de Karachi onde Shamzai foi morto por um grupo não-identificado de pessoas armadas.

Uma coalizão de seis partidos fundamentalistas, a Muttahida Majlis-e-Amal (MMA), marcou uma greve nacional para sexta-feira em protesto contra o assassinato do clérigo.

“Não vamos ficar em silêncio. Vamos protestar contra o brutal assassinato de uma grande personalidade religiosa”, disse um alto líder da MMA, Maulana Fazlur Rahman.

“E seremos obrigados a adotar outras medidas se os assassinos não forem presos”, acrescentou.

Uma equipe de policiais está investigando o caso.

Mufti Shamzai era crítico ferrenho dos Estados Unidos, convocando uma guerra santa após as invasões do Afeganistão e do Iraque.

Há pouco mais de três semanas, 14 pessoas foram mortas em Karachi quando um homem-bomba, vestido como um clérigo xiita, detonou explosivos em outra mesquita xiita.