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28 de maio, 2004 - 04h00 GMT (01h00 Brasília)

Kerry inicia ofensiva na área de política externa

O provável candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, John Kerry, iniciou uma ofensiva de 11 dias em que deve concentrar sua campanha nas suas propostas para a segurança nacional.

Em um discurso, nesta quinta-feira, ele acusou o governo do presidente George W. Bush de ter prejudicado o apoio internacional à luta contra o terrorismo.

No discurso, Kerry prometeu, se eleito, trabalhar com outras nações em questões-chave, construindo novas alianças e fazendo melhor uso de da diplomacia e do poder econômico americano – em uma crítica clara à atuação do governo Bush.

Kerry também disse que sua principal prioridade como presidente seria impedir que terroristas tenham acesso a armas de destruição em massa.

Pontos básicos

O correspondente da BBC em Washington, porém, disse que os eleitores americanos teriam muita dificuldade em encontrar diferenças entre as propostas de Bush e de Kerry na área de segurança com base no discurso do democrata.

Kerry disse no pronunciamento que suas propostas para a segurança nacional serão baseadas em quatro “imperativos”:

“Ainda existe uma grande expectativa em todo o mundo no tocante a um Estados Unidos que escute e lidere novamente – um Estados Unidos que é respeitado, não apenas temido”, disse o senador democrata.

Se referindo à cúpula do governo Bush e sua decisão de ir à guerra no Iraque, Kerry disse que “eles procuraram usar a força antes da eliminar todas as possibilidades de diplomacia. Eles provocaram, quando deveriam ter persuadido. Eles foram sozinhos quando deveriam ter organizado um time”.

Em resposta, um porta-voz da campanha de reeleição do presidente Bush disse que o senador democrata falou foi recheado de retórica política, sem propor nenhuma nova iniciativa.

“A abordagem de John Kerry da guerra ao terror tem sido marcada pela indecisão e por vacilos. Ele tem consistentemente usado de uma forma política a guerra no Iraque”, disse o porta-voz Steve Schmidt.