25 de maio, 2004 - 13h56 GMT (10h56 Brasília)
O conselho provisório de governo do Iraque, apontado pelos Estados Unidos, afirmou nesta terça-feira que os iraquianos querem ser os responsáveis pela segurança do país no dia em que o Iraque ganhará a soberania: 30 de junho.
Um porta-voz do conselho, Hamid al-Kefaie, deu esta declaração à BBC em Bagdá, depois do discurso do presidente americano, George W. Bush, durante o qual ele apresentou detalhes sobre a entrega de soberania ao país.
Em Londres, o ministro da Defesa do conselho provisório, Ali Allawi, afirmou que as tropas internacionais devem deixar o Iraque em meses e não em anos.
"No Iraque, estamos trabalhando para garantir que possamos ter a responsabilidade pela nossa segurança. Seria muito estranho se o Iraque não tivesse estabilidade daqui a um ano", comentou o ministro.
Allawi participou de um encontro com o ministro da Defesa britânico Geoff Hoon, que não comentou as declarações do ministro iraquiano.
Hoon disse ainda que a Grã-Bretanha ainda não tomou nenhuma decisão para enviar mais tropas ao Iraque.
Reação
O discurso de Bush gerou repercussões diferentes.
Na Austrália, o primeiro-ministro John Howard, um dos maiores aliados de Bush em sua campanha no Iraque, afirmou acreditar que os Estados Unidos devem permanecer no país até que a estabilidade seja obtida.
Já o jornal Washington Post, nos Estados Unidos, criticou Bush por não ter explicitado os gastos totais com a ocupação do Iraque, nem quando as tropas americanas deixarão o país.
Sobre o rascunho de resolução sobre o Iraque apresentado ao Conselho de Segurança da ONU pelos Estados Unidos e pela Grã-Bretanha, a França disse que o documento necessita de melhorias.
Já o Japão se disse esperançoso de que a resolução seja adotada.
A China declarou estar avaliando o documento.