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25 de maio, 2004 - 01h21 GMT (22h21 Brasília)

Bush adverte quanto a 'progresso caótico' no Iraque

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, revelou detalhes inéditos dos planos americanos para o futuro do Iraque nos próximos meses em um discurso nesta segunda-feira.

Bush disse que os planos se baseiam em cinco pontos principais para, segundo ele, conduzir o Iraque à democracia e à liberdade: entregar o controle sobre o país aos iraquianos em 30 de junho; ajudar a criar estabilidade e segurança no Iraque; reconstruir a infra-estrutura do país; incentivar maior apoio internacional; e conduzir o país a eleições livres em nível nacional.

”Completar os cinco passos não será fácil”, afirmou Bush. “Possivelmente haverá violência antes da transferência de soberania e depois da transferência de soberania”, disse, se referindo ao que deve ocorrer no dia 30 de junho.

“Há dias difíceis à frente e o progresso poderá, às vezes, parecer caótico.”

Planos

O presidente ressaltou que “terroristas” que operam no país podem “se tornar mais ativos e brutais” no período até a transferência de soberania.

Bush também ressaltou que o enviado da ONU para o Iraque, Lakhdar Brahimi, “delineou uma estrutura para o governo interino” do Iraque.

Segundo ele, a estrutura prevê um gabinete de 26 ministros, além de um presidente, dois vice-presidentes e um primeiro-ministro.

O presidente americano disse que Brahimi nomearia os membros do governo transitório nesta semana.

“Esse novo governo vai ser assessorado por um conselho nacional, que será escolhido por iraquianos que representarão a diversidade do país.”

Popularidade

O presidente também ressaltou que a previsão é que os iraquianos votem em plebiscito sobre a nova constituição do país na segunda metade do ano que vem, e que compareçam às urnas para escolher um novo governo no final de 2005.

Bush fez o discurso em um momento em uma nova pesquisa mostra que sua popularidade está no nível mais baixo desde que ele assumiu o poder, em 2001.

O levantamento da rede de TV CBS indica que mais da metade dos americanos (52%) reprovam a forma como Bush está fazendo seu trabalho.