23 de maio, 2004 - 15h57 GMT (12h57 Brasília)
O Hizbul Mujahideen, principal grupo militante que combate forças indianas na região da Caxemira, assumiu a autoria de um ataque a um ônibus, no qual 33 pessoas morreram.
Quinze das vítimas faziam parte da Força Paramilitar de Fronteira da Índia. Os demais eram seus familiares, entre eles seis mulheres e três crianças. Outras 15 pessoas ficaram feridas.
O ataque foi condenado pelo novo governo da Índia.
O grupo disse ter provocado a explosão como uma vingança ao assassinato de comandantes nos últimos meses.
Fogo
O correspondente da BBC em Srinagar, Altaf Hussain, diz que o ônibus foi partido em dois pela explosão e pegou fogo em seguida.
Minas colocadas no veículo foram acionadas por controle remoto. O estrago foi potencializado porque a explosão atingiu o tanque de combustível.
Na primeira semana de maio, a polícia da parte da Caxemira administrada pela Índia confirmou ter matado dois líderes do grupo separatista islâmico Hizbul
Mujahideen.
O porta-voz do grupo não fez menção ao novo primeiro-ministro eleito da Índia, Manmohan Singh.
Singh prometeu encontrar uma solução pacífica para o conflito, que nos últimos 14 anos causou a morte de 65 mil pessoas.