21 de maio, 2004 - 23h09 GMT (20h09 Brasília)
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira que mais oito mortes de prisioneiros no Iraque e no Afeganistão, classificadas como homicídios, estão sendo investigadas.
No total, de acordo com o Pentágono, pelo menos 37 mortes, ocorridas antes ou durante interrogatórios, foram ou estão sendo investigadas pelos Estados Unidos, principalmente no Iraque.
Praticamente todas as investigações se referem a mortes ocorridas em centros de detenção administrados pelas forças dos Estados Unidos.
Quase metade delas foram associadas a causas naturais ou maus-tratos indeterminados, e quatro classificadas como “homicídio justificado”.
Civis
Nove permaneceram sob investigação, sendo que oito se referem a mortes como resultado de agressões contra detentos.
No início deste mês, o Exército americano havia anunciado que outros dois homicídios, tendo como vítimas iraquianos sob custódia, também estavam sob investigação.
Os Estados Unidos também anunciaram nesta sexta-feira a abertura da primeira investigação sobre um civil acusado de submeter a maus-tratos prisioneiros no Iraque.
Civis são empregados no Iraque como tradutores ou para realizar interrogatórios em vários centros de detenção, incluindo a prisão de Abu Ghraib, perto de Bagdá.
Ainda nesta sexta-feira, a imprensa dos Estados Unidos divulgou mais detalhes sobre o abuso de presos iraquianos por soldados americanos na cadeia de Abu Ghraib, com novas imagens da violência sofrida pelos prisioneiros.
Grã-Bretanha
Por sua vez, a promotoria pública da Grã-Bretanha está avaliando a possibilidade de apresentar uma ação civil contra um soldado do país que supostamente matou um civil iraquiano quando estava tentando prendê-lo.
Neste mês o ministro da Defesa da Grã-Bretanha, Geoff Hoon, disse que todas as alegações de abusos envolvendo tropas britânicas no Iraque estavam sendo investigadas.
Ele também revelou que dois inquéritos, neste momento, estão em estado avançado.